segunda-feira, 11 de dezembro de 2017

General Soleimani aos EUA: "Saiam já da Síria. Se não..."

9/12/2017, Elijah J. Magnier, Elijah J. Magnier Blog


E se Al-Hasaka 2018 repetir Beirute 1983?

Traduzido pelo Coletivo Vila Vudu





Fontes bem informadas dizem que o comandante do Corpo de Guardas Revolucionários do Irã, brigadeiro-general Haj Qassem Soleimani, enviou carta verbal, por intermédio da Rússia, ao comandante das forças dos EUA na Síria, aconselhando-o a retirar de lá todas as forças dos EUA, até o último soldado, "ou vão-se abrir as portas do inferno".

"Minha mensagem ao comando militar dos EUA: quando a batalha contra o ISIS (grupo chamado "Estado Islâmico") chegar ao fim, não se tolerará a presença de nenhum soldado norte-americano em território sírio. Aconselho-os a sair por iniciativa própria, ou serão obrigados a sair" – disse Soleimani a um funcionário russo. Soleimani disse ao responsável russo por fazer chegar aos EUA as palavras do Irã, que "serão consideradas forças de ocupação, se optarem por permanecer no nordeste da Síria onde tribos curdas e árabes convivem lado a lado.

sábado, 9 de dezembro de 2017

Do Pacífico Asiático para o Indo-Pacífico: O Novo Grande Jogo, por Pepe Escobar

8/12/2017, Pepe Escobar, de Asia Times, in The Vineyard of the Saker


Traduzido pelo Coletivo Vila Vudu




No contexto do Novo Grande Jogo na Eurásia, as Novas Rotas da Seda, conhecidas como Iniciativa Cinturão e Estrada, ICE, integra todos os instrumentos do poder nacional da China – políticos, econômicos, diplomáticos, financeiros, intelectuais e culturais – para modelar a ordem geopolítica/geoeconômica do século 21. ICE é o conceito que organiza a política externa da China para o futuro que se pode antever; o coração do qual foi posto em termos de conceito antes até do presidente Xi Jinping, como "a ascensão pacífica da China".

A reação do governo Trump ao fôlego e aos objetivos da ICE foi, pode-se dizer, minimalista. Por hora, resume-se a uma mudança de terminologia, do que antes se conhecia como Pacífico Asiático, para o que hoje se conhece como "Indo-Pacífico". O governo Obama, até a última visita do ex-presidente à Ásia, em setembro de 2016, sempre falou de Pacífico Asiático.

Decisão de Trump sobre Jerusalém pode unir todo o mundo árabe contra os EUA

9/12/2017, Patrick Cockburn, The Independent, Londres


13/10/2016: "UNESCO declara Israel 'potência ocupante' em Jerusalém", Washington Times*


Traduzido pelo Coletivo Vila Vudu


Resistente palestino reage com pedras às granadas de gás disparadas pela polícia de Israel

O presidente Trump e o governo de Israel com certeza previram, mas subestimaram, o "dia de fúria" palestina, com protestos de muçulmanos em todos os cantos do mundo, na sequência do 'reconhecimento' de Jerusalém, pelos EUA, como "capital de Israel" e planos de transferir para lá a embaixada dos EUA. Com certeza entendem que a fúria logo se dissipará, porque aliados dos EUA, como os governantes da Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos e Egito se darão por satisfeitos com breves protestos formais, e os palestinos são fracos demais para qualquer coisa além de manifestações que nada mudam.

sexta-feira, 8 de dezembro de 2017

Trump pagou o que devia aos sionistas - Dá-lhes 'justificativa' para a guerra contra o Irã

6/12/2017, Moon of Alabama


Traduzido pelo Coletivo Vila Vudu




O presidente Trump dos EUA anunciou hoje uma mudança na posição dos EUA em relação à cidade de Jerusalém na Palestina:

O presidente Trump, na 4ª-feira reconheceu formalmente Jerusalém como capital de Israel, pondo abaixo quase 70 anos de política externa dos EUA e dando andamento a um plano para transferir a Embaixada dos EUA de Telavive para a furiosamente disputada Cidade Santa.
"É hora de reconhecer oficialmente Jerusalém como capital de Israel" – disse Trump.

Não é coisa que Trump tenha feito sozinho. Essa posição é há muito tempo apoiada pelos dois partidos no Congresso:

terça-feira, 5 de dezembro de 2017

Relatório de andamento: A guerra EUA-Rússia

1/12/2017, The Saker, Unz Review e The Vineyard of the Saker


Traduzido pelo Coletivo Vila Vudu




Frequentemente me perguntam se EUA e Rússia irão à guerra entre eles. Sempre respondo que já estão em guerra. Não é guerra como a 2ª GM, mas mesmo assim é guerra. Essa guerra, pelo menos por enquanto, é 80% informacional, 15% econômica e 5% cinética. Mas em termos políticos, o resultado para quem for derrotado nessa guerra não será menos dramático, em termos políticos, do que foi, para a Alemanha, o resultado da 2ª GM: o país perdedor não sobreviverá à guerra, não no formato que tem hoje: ou a Rússia voltará a ser colônia dos EUA, ou o Império Anglo-sionista colapsará.

Nos EUA, 'judiciário' ataca o general Flynn

1/12/2017, Robert Parry, Information Clearing House


Traduzido pelo Coletivo Vila Vudu




Michael Flynn participou de um jantar marcando o 10º aniversário da rede RT em Moscou, em dezembro de 2015, sentado na mesma mesa do presidente russo Vladimir Putin e da líder do Partido Verde, Jill Stein.


O que mais perturba nesse caso do tenente-general aposentado Michael Flynn, ex- Conselheiro de Segurança Nacional, empurrado para uma armadilha de perjúrio por juízes 'protetores' do governo Obama, é que havia agentes ativos dentro do Departamento de Justiça, que urdiram um caso nada ortodoxo pelo qual Flynn foi intimado e teve de responder interrogatório no FBI, quatro dias depois de assumir o cargo. Naquele interrogatório, o FBI forçou Flynn a recordar minuciosamente conversas passadas que tivera com o embaixador russo; e das quais os agentes do FBI tinham transcrições verbatim interceptadas pela Agência de Segurança Nacional.

Em outras palavras, o Departamento de Justiça não procurava qualquer informação ou confirmação sobre o que Flynn dissera ao embaixador russo Sergey Kislyak – porque as agências de inteligência já sabiam de tudo que havia para saber. 

Flynn foi colhido num ardil de interrogatório sobre a lembrança precisa que tivesse das conversas, e acusado de mentir ao FBI nos pontos em que as lembranças não coincidissem perfeitamente com as transcrições.

sábado, 2 de dezembro de 2017

As confissões devastadoras do general Flynn: Trump conspirou com Israel (não com Rússia), tentando cumprir promessas de campanha

1/12/2017, Moon of Alabama


Para compreender as INCRÍVEIS semelhanças entre o q aí se lê e a chamada 'Operação Lava-jato' do golpe no Brasil-2017, é preciso aceitar q a CIAtrabalhou nas duas. Também ajuda reler "Contra o(s) Supremo(s) Tribunal(ais)"
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Traduzido pelo Coletivo Vila Vudu



A campanha de "resistência" contra Trump alega que o governo russo teria tentado "influenciar" a eleição nos EUA. Insinua que Trump teria praticado crime de "colusão" [ing. collusion[1]] com os russos, nessas supostas tentativas. Não há prova de nenhuma dessas acusações. O objetivo da campanha é minar o mais possível o governo Trump e impedir que promova melhores relações entre EUA e Rússia.

Foi lançada uma caça às bruxas, na qual o inquérito Mueller, de supostas manipulações que teriam acontecido nas eleições e as audiências públicas no Congresso são usadas para jogar o máximo de sujeira possível sobre o governo Trump, na esperança de que alguma sujeira grude no alvo.

No tempo durante o qual o general aposentado do Exército dos EUA Michael Flynn trabalhou para a campanha de Trump, servia simultaneamente como lobbyista de um rico personagem, próximo do governo turco. Por serviços dessa época, recebeu $600 mil. A campanha de Trump não sabia de nada disso. Flynn também esteve presente à festa de aniversário de Rússia Today em Moscou. Fora contratado como palestrante daquele evento, e a agência que gerencia suas palestras cobrou $40 mil pelo serviço.

Flynn foi demitido do cargo de Conselheiro de Segurança Nacional apenas 24 dias depois da posse de Trump. Porque foi suficientemente idiota a ponto de anunciar que queria reformar a CIA e as demais agências de inteligência. As agências providenciaram para que ele não reformasse coisa alguma.

Flynn foi interrogado pelo FBI em conexão com o inquérito Mueller sobre a suposta influência que os russos teriam tido na campanha eleitoral de 2016. Mentiu ao FBI sobre alguns contatos diplomáticos que tivera por ordens do governo Trump já eleito, mas ainda não empossado. O FBI deu jeito de provar que ele mentira. Nos EUA, mentir ao FBI é crime grave. (Não sei de outro país que tenha lei tão estúpida.) Foi oferecido um acordo a Flynn: ele se declararia culpado de mentir ao FBI e diria o que Mueller queria que ele dissesse, em troca de redução na pena pelo "crime" de mentir ao FBI.

Agora, vejam sobre que questões reais Flynn mentiu:


"O ex-conselheiro de Segurança Nacional Michael Flynn na sexta-feira declarou-se culpado de mentir ao FBI sobre seus contatos com o embaixador russo Sergey Kislyak, e disse à corte e outras autoridades presentes que agia por instruções de altos funcionários da equipe de transição de Trump, naquelas tratativas com o diplomata.


Flynn fez contato em Washington com o veterano diplomata russo. Com certeza sabia que a Agência de Segurança Nacional e a CIA sabiam dos contatos e ouviram tudo que lá se disse. Flynn não tinha motivo algum para supor que aqueles contatos fossem ilegais ou proibidos, pela suficiente razão de que não eram e nunca foram. Equipes de transição sempre fazem exatamente esse tipo de contato, para preparar os próprios projetos políticos.

Flynn fez contato com o embaixador russo para conversar sobre duas diferentes questões:


Numa das conversas que constam dos documentos da corte, os dois homens conversaram sobre uma votação prevista para acontecer no Conselho de Segurança da ONU sobre condenar Israel pela construção de colônias em território palestino ocupado. Naquele momento, o governo Obama preparava-se para permitir que o Conselho de Segurança apreciasse resolução sobre essa questão.
...
Os investigadores do procurador Mueller descobriram, de testemunhas e por documentos, que o Primeiro-ministro Benjamin Netanyahu de Israel pedira que a equipe de transição de Trump fizesse lobby para ajudar Israel, segundo duas pessoas ouvidas no inquérito. Os investigadores souberam que Flynn e o genro de Trump e principal conselheiro Jared Kushner, assumiram a frente desses esforços. Há e-mails no inquérito que mostram Flynn dizendo que trabalharia para acabar com aquela votação, disseram pessoas ouvidas sobre a questão.


Essa votação no Conselho de Segurança aconteceu dia 23/12/2016. O governo de Israel lobbyeou o futuro governo Trump para que influenciasse, a favor de interesses de Israel, uma votação no Conselho de Segurança da ONU. A equipe ainda não empossada de Trump não tinha meios para influenciar o governo Obama, que decidira que os EUA se absteriam de votar. Então a equipe de Trump fez contato com os russos para tentar que eles bloqueassem a votação no CSONU a favor de Israel. Os russos não fizeram o que lhes foi pedido.

A "colusão" aqui aconteceu entre o governo de Israel e a campanha de Trump. Houve "influência" em dois capítulos: uma tentativa bem-sucedida de Israel, para influenciar o governo Trump (ainda em transição, antes da posse); e uma tentativa fracassada do pessoal de Trump, para influenciar a votação no Conselho de Segurança da ONU. Nada disso jamais teve qualquer coisa a ver com 'russos influenciando' eleições nos EUA. 

Agora, quanto à segunda questão:


Na outra discussão, segundo documentos da corte, Mr. Flynn pediu a Mr. Kislyak que Moscou não escalasse a confrontação, como resposta a sanções anunciadas pelo governo Obama naquele dia, contra a Rússia, por causa da suposta 'interferência' na eleição presidencial. E Mr. Kislyak disse a Mr. Flynn que a Rússia "já decidiu moderar sua resposta" – como se lê naqueles documentos.

Dia seguinte, o presidente Vladimir V. Putin da Rússia anunciou que Moscou não retaliaria contra os EUA em reação às sanções.

Mr. elogiou o presidente russo, num postado pelo Twitter: "Grande movimento de Putin" – escreveu Trump. – Eu sempre soube que ele é muito esperto."


Durante toda a campanha eleitoral, Trump sempre pregou melhores relações com a Rússia. Disse que seria mais fácil resolver os problemas globais, se EUA e Rússia cooperassem.

O governo Obama sempre teve atitude em geral hostil contra a Rússia. Obama empurrou essas relações para uma nova guerra fria. Quando Clinton perdeu a eleição e decidiu 'culpar' a Rússia, mesmo sem qualquer prova de coisa alguma, os Democratas ampliaram o movimento beligerante. Como selê no livro 'Shattered' [Destroçado/a, Despedaçada/o], sobre a campanha de Clinton, a decisão de culpar a Rússia pela derrota foi tomada um dia depois da vitória de Trump:


Essa estratégia foi decidida nas 24 horas até o discurso de reconhecer a vitória do adversário. Mook e Podesta reuniram a equipe de comunicação no quartel-general da campanha no Brooklyn para construir o caso pelo qual a eleição não teria sido perfeitamente limpa. Por algumas horas, com contêineres de Shake Shack pela sala, construíram o script que seria impingido à mídia e à opinião pública. Naquele momento a 'interferência' de hackers russos virou peça central de tudo que seria dito sobre a derrota eleitoral dos Democratas.


Ao final de 2016 Obama impôs sanções a autoridades russas, na sequência de acusações de que funcionários russos teriam influenciado a campanha eleitoral nos EUA. Jamais se viu qualquer prova de que essa "influência" foi tentada ou consumada. Obama estava empenhadíssimo, deliberadamente, em piorar o mais que pudesse as relações com a Rússia.

O governo Trump recém iniciado tentou impedir que o dano se alastrasse nas relações entre EUA e Rússia. Para essa finalidade fez contato com o embaixador russo. Foi medida inteligente e bem pensada. Não houve qualquer "colusão" nesse movimento. A "influência" aconteceu claramente a partir da campanha de Trump, na direção dos russos, não o contrário. E nada teve a ver com eleições.

Os/as fanzocas da Clinton parecem felizes com o 'acordo' em que Flynn foi apanhado e discutem hoje, em frenesi, os contatos que teve com o embaixador russo. Mas nada têm a dizer a respeito do fato de que, para que se chegasse àquele 'acordo', cometeram-se vários crimes nefandos. 

Ah! A via lógica pela qual as questões nas quais Flynn mentiu (não importa a razão estúpida pela qual mentiu) provariam que tenha havido alguma "influência russa" sobre as eleições, ou alguma "colusão" entre russos e Trump durante a campanha eleitoral... ultrapassa completamente minha capacidade de compreender.*****



[1] [Pela lei nos EUA] "Collusion não é crime, mas tem um equivalente criminal, a conspiração" (disse o ex-procurador federal Randall Eliason) 30/10/2017, Chicago Tribune [NTs].

quinta-feira, 30 de novembro de 2017

Uma 'Lava-Jato' contra a Sérvia?! "Só mentiras. Esse tribunal é pró-OTAN!"

24/11/2017, Global Research, Canadá


Entreouvido na Vila Vudu

É tão completamente uma "Lava-jato contra a Sérvia", que, lá como cá, a Globo acusa quem quer e como quer, já absolveu preventivamente um dos lados – e, à guisa de 'prova' e 'teoria-que-permite', exibe fotos de Senhoras-de-Santana da Bósnia [pano rápido].


Traduzido pelo Coletivo Vila Vudu




Um tribunal da ONU condenou o general Ratko Mladic em dez das 11 acusações que lhe foram feitas por crimes que teriam sido cometidos durante as Guerras dos Bálcãs dos anos 1990s. Críticos do processo montado durante o violento colapso da Iugoslávia questionam a isenção e a capacidade para fazer justiça, daquele tribunal.


O Tribunal Criminal Internacional para a Ex-Iugoslávia [ing. International Criminal Tribunal for the former Yugoslavia (ICTY) apresentou seu veredito dia 22 de novembro. Os juízes declararam Mladic culpado da maior parte das acusações datadas da guerra 1992-1995, incluindo o massacre de muçulmanos bósnios, homens e meninos, em Srebrenica. Mladic declarou-se inocente de todas as acusações.

Implicações monstro da Rota Marítima do Norte da Rússia, por F. William Engdahl

22/11/2017, F. William Engdahl, New Eastern Outlook, NEO


Eis como é que se fazem as coisas, quando o país é governado por cidadãos de bem, não por dinastias familiares de ladrões profissionais e pervertidos de todos os tipos, organizados em quintais de votos e acobertados por empresas de 'mídia' cuja sobrevivência depende de a bandidagem perdurar no poder com STF-com-tudo.


Traduzido pelo Coletivo Vila Vudu


No que tenha a ver com sobreviver nas condições mais duras de clima do planeta nenhum país sequer se aproxima das competências dos russos. Agora, a Rússia definiu, como prioridade, desenvolver uma Rota Marítima do Norte, ao longo da costa russa do Ártico, como via para transporte de Gás Natural Liquefeito, GNL, e de contêineres embarcados, entre Ásia e Europa. A nova rota cortará pela metade o tempo de viagem e evitará o cada dia mais perigoso Canal de Suez. A China está integralmente engajada e já incorporou formalmente a nova rota na infraestrutura da nova Iniciativa Cinturão e Estrada, ICE.

Réplica ao Relatório do Banco Mundial, por José Celso Pereira Cardoso Junior

José Celso Pereira Cardoso Junior*in Blog do Romulus*





O Banco Mundial acaba de lançar um relatório que analisa a eficiência e equidade do gasto público no Brasil. economista do IPEA José Celso Pereira Cardoso Junior analisa e o relatório e refuta seus principais pontos em que o BM tenta justificar os cortes de despesa pública, sobretudo na área social. José Celso Pereira Cardoso Junior demonstra que o 'relatório' é muito mais uma peça de apoio às reformas neoliberais do governo Temer do que uma análise técnica do atual estágio das contas públicas nacionais.

Hassan Nasrallah: "EUA fazem de tudo para ajudar o Daech"

20/11/2017, vídeo transcrito, traduzido e legendado ao inglês e traduzido ao francês por Sayed Hassan [excerto aqui retraduzido]


Discurso do Secretário-geral do Hezbollah, Sayed Hassan Nasrallah, depois da vitória de Abou Kamal e um dia depois de, outra vez, a Liga Árabe ter declarado o Hezbollah "organização terrorista".

Traduzido pelo Coletivo Vila Vudu




[…] Agora, quando os dirigentes do Iraque anunciarão sua vitória final sobre o Daech e com os dirigentes sírios já se preparando para fazer o mesmo, é hora de sentar e discutir. Teremos de distribuir convites, organizar conferências e estudos... 

Claro, também haverá festas para celebrar a vitória, porque será grande vitória, vitória contra aquela organização que representava o maior perigo (para todos) e que sujou mais que qualquer outro inimigo a religião de Maomé [que a paz e todas as bênçãos estejam sobre ele e sua família], em 1.400 anos. Será a vitória dos valores humanos e morais contra a bestialidade, a crueldade e a violência mais atrozes. E vitória que terá enormes repercussões no plano cultural, religioso, humanitário, militar, de segurança, no plano político, para a própria imagem (do Islã e dos muçulmanos) e em todos os níveis.

quarta-feira, 29 de novembro de 2017

Você não Enxerga a Guerra no Horizonte?, por Paul Craig Roberts



Traduzido por Ruben Bauer Naveira


De acordo com o noticiário na imprensa britânica, o presidente da Rússia Vladimir Putin instruiu as indústrias da Rússia a se aprontarem de modo a estar aptas a fazer uma rápida transição para a produção de guerra. 
Obviamente, o governo russo não faria tal anúncio a menos que estivesse convencido que o prognóstico de guerra contra o Ocidente fosse real. Já faz algum tempo eu venho enfatizando em meus artigos que a consequência de anos a fio de ações hostis adotadas por Washington e seus vassalos europeus contra a Rússia estava levando à guerra.

terça-feira, 28 de novembro de 2017

É de ter vergonha do Ministério Público, por Eugênio Aragão

28.11.2017, Eugênio Aragão, Brasil 247





Sem mais, nem menos, eis que o programa “Fantástico” da Rede Globo exibe imagens de Sérgio Cabral e Garotinho, ex-governadores do Rio de Janeiro, na prisão em que se encontram. Presos estão, sem culpa formada, porque seriam, ao ver de juízes deformados pela tal “opinião pública”, tão perigosos quanto Hannibal Lecter, o assassino serial engaiolado no filme “O silêncio dos inocentes”.

As imagens dos políticos preventivamente presos teriam sido obtidas com apoio imprescindível de membros do Ministério Público do Rio de Janeiro, aquela mesma instituição que convidou Kim Kataguiri para palestrar sobre “bandidolatria”. Desviaram-se criminosamente de sua função de fiscalizadores da execução penal para exporem a intimidade de pessoas presas preventivamente.

Há algo de muito doentio com nossas instituições persecutórias, aí incluído o judiciário com competência penal, porque há muito deixou de ser isento para comungar, com o ministério público e a polícia, a cosmovisão falso-moralista e punitivista. Hoje, quem cai nas garras dessa troika, que não espere justiça. Não espere imparcialidade. Saiba que corre o risco de ser exposto, junto com sua família, à execração pública, conduzido de baraço e pregão diante das câmeras  de televisão. Pouco interessa se o caso contra si é frágil ou forte; a gravidade da acusação que pesa é medida pela audiência que possa ser atraída, composta de um público cúpido em se deleitar com a desgraça alheia. Se o suspeito exposto é uma personalidade pública, a audiência vai ao delírio, para regozijo da mídia e, sobretudo, dos meganhas travestidos de juízes, promotores e investigadores.

segunda-feira, 27 de novembro de 2017

Wahhabis-sionistas tramam nova guerra

26/11/2017, Aram Mirzaei, The Vineyard of the Saker


Traduzido pelo Coletivo Vila Vudu



As guerras no Iraque e Síria estão entrando em fase conclusiva, com o ISIL nos estertores finais, já no lugar que lhe compete na lata do lixo da história. O ISIL como força de combate está a um passo de ser destruído; e na Síria terroristas Takfiri do grupo terrorista Hay’at Tahrir Al-Sham ligados à Al-Qaeda são os próximos a ser destruídos, embora a paz ainda esteja inimaginavelmente distante para essa região desgraçada pela guerra. A razão é simples: enquanto wahhabistas e sionistas, agentes produtores de dor e sofrimento para o Oriente Médio, continuarem ativos, a região não saberá o que seja paz.

Guerra na Síria, paz de Sochi, por Pepe Escobar

24/11/2017, Pepe Escobar, Asia Times


Numa bem coreografada reunião, o presidente Vladimir Putin da Rússia define um futuro de paz para a Síria, depois de o país ser libertado da ocupação por terroristas.


Traduzido pelo Coletivo Vila Vudu



A principal conclusão da reunião trilateral, de duas horas, entre Rússia-Irã-Turquia em Sochi sobre o futuro da Síria foi expressa pelo presidente Putin da Rússia:

"Os presidentes do Irã e da Turquia apoiaram a iniciativa de promover um Congresso de Todos os Sírios, para diálogo nacional na Síria. Concordamos em realizar esse importante evento no nível adequado e garantir a participação de representantes dos diferentes setores da sociedade síria."

Na prática, significa que os ministérios de Relações Exteriores e departamentos da Defesa de Rússia, Irã e Turquia assumem agora a missão de "reunir na mesa de negociações delegados de vários partidos políticos, da oposição interna e externa, de grupos étnicos e confessionais".

sábado, 25 de novembro de 2017

Decisão de permanecer na Síria depois da derrota do ISIS unirá Rússia, Irã e Turquia contra os EUA



Traduzido pelo Coletivo Vila Vudu




Depois da reunião de Rússia, Irã e Turquia em Sochi, na qual foi anunciado o fim da guerra e o início do processo de regulação pós-guerra para decidir sobre o futuro da Síria, a mídia dos EUA pôs-se a noticiar que os EUA planejam ficar na Síria, mesmo depois do colapso do ISIS; e que usarão os curdos para pressionar o governo de Assad.

E o príncipe clown/crown* ordenou a Friedman, colunista do New York Times (e do Estadão): 'Chupa aqui'

24/11/2017, Moon of Alabama


Da série: "Jornalismo capou o capitalismo... ou foi o contrário?"

Traduzido pelo Coletivo Vila Vudu




Bigodes da SapiênciaThomas Friedman, escreveu a coluna jornalística e peça de bajulação e servilismo provavelmente mais vergonhosa da história [Moon não conhece D. Eliane Cantanhede, o Noblat, o Pondé, a ex-Urubóloga, hoje Pollyana da 'retomada', o Villa... (NTs)]:

"O processo de reforma mais significativo hoje em curso em todo o Oriente Médio está na Arábia Saudita. Sim, sim, vocês leram certo. Embora tenha chegado aqui no início do inverno saudita, encontrei o país em plena Primavera Árabe, ao estilo saudita.

Diferente de outras Primaveras Árabes – as quais emergiram com os pés para cima e falharam miseravelmente, exceto na Tunísia – essa aqui é comandada de cima para baixo pelo príncipe coroado, 32 anos, Mohammed bin Salman, e, se for bem-sucedida, mudará não só o caráter da Arábia Saudita, mas o tom e o sentido geral do Islã em todo o globo."


Friedman disse certa vez que os soldados norte-americanos devem meter a metralhadora na cara dos árabes que encontrem e ordenar-lhes "chupa aqui". Como o mundo dá voltas! Friedman agora foi a Riad para chupar qualquer face do abdômen que Mohammed bin Salman tenha metido naquela boca cheia de bigodes:

sexta-feira, 24 de novembro de 2017

Síria, 2017 - A ocupação pelos EUA (chamada de "presença") é insustentável

23/11/2017, Moon of Alabama


Traduzido pelo Coletivo Vila Vudu


[Escrever essas análises exige tempo e empenho.
Por favor, considere a possibilidade de 
contribuir para manter essa publicação.]




Os EUA estão agora ocupando o nordeste da Síria. Os EUA tentam chantagear o governo sírio e empurrá-lo para a tal "mudança de regime". A ocupação é insustentável, o objetivo dela é inalcançável. Os generais que conceberam esses planos são incapazes de ter visão estratégica. E estão dando ouvidos às pessoas erradas.

O chamado "Estado Islâmico" já não controla território significativo na Síria e no Iraque. O que resta dele são umas poucas vilas no vale do rio Eufrates que serão liberadas em poucos dias. Os remanescentes não passarão de algumas gangues terroristas na região. Forças locais podem assumir e em pouco tempo assumirão pleno e adequado controle sobre aquelas gangues que sobrarem. O que se chamou Estado Islâmico está extinto. Por isso o Hizbullah libanês anunciou que está retirando do Iraque seus conselheiros e suas unidades. Por isso a Rússia já começou a repatriar algumas das unidades que mantinha na Síria. Já não há necessidade da contribuição de forças estrangeiras para eliminar o que resta do ISIS.