segunda-feira, 11 de dezembro de 2017

General Soleimani aos EUA: "Saiam já da Síria. Se não..."

9/12/2017, Elijah J. Magnier, Elijah J. Magnier Blog


E se Al-Hasaka 2018 repetir Beirute 1983?

Traduzido pelo Coletivo Vila Vudu





Fontes bem informadas dizem que o comandante do Corpo de Guardas Revolucionários do Irã, brigadeiro-general Haj Qassem Soleimani, enviou carta verbal, por intermédio da Rússia, ao comandante das forças dos EUA na Síria, aconselhando-o a retirar de lá todas as forças dos EUA, até o último soldado, "ou vão-se abrir as portas do inferno".

"Minha mensagem ao comando militar dos EUA: quando a batalha contra o ISIS (grupo chamado "Estado Islâmico") chegar ao fim, não se tolerará a presença de nenhum soldado norte-americano em território sírio. Aconselho-os a sair por iniciativa própria, ou serão obrigados a sair" – disse Soleimani a um funcionário russo. Soleimani disse ao responsável russo por fazer chegar aos EUA as palavras do Irã, que "serão consideradas forças de ocupação, se optarem por permanecer no nordeste da Síria onde tribos curdas e árabes convivem lado a lado.

sábado, 9 de dezembro de 2017

Do Pacífico Asiático para o Indo-Pacífico: O Novo Grande Jogo, por Pepe Escobar

8/12/2017, Pepe Escobar, de Asia Times, in The Vineyard of the Saker


Traduzido pelo Coletivo Vila Vudu




No contexto do Novo Grande Jogo na Eurásia, as Novas Rotas da Seda, conhecidas como Iniciativa Cinturão e Estrada, ICE, integra todos os instrumentos do poder nacional da China – políticos, econômicos, diplomáticos, financeiros, intelectuais e culturais – para modelar a ordem geopolítica/geoeconômica do século 21. ICE é o conceito que organiza a política externa da China para o futuro que se pode antever; o coração do qual foi posto em termos de conceito antes até do presidente Xi Jinping, como "a ascensão pacífica da China".

A reação do governo Trump ao fôlego e aos objetivos da ICE foi, pode-se dizer, minimalista. Por hora, resume-se a uma mudança de terminologia, do que antes se conhecia como Pacífico Asiático, para o que hoje se conhece como "Indo-Pacífico". O governo Obama, até a última visita do ex-presidente à Ásia, em setembro de 2016, sempre falou de Pacífico Asiático.

Decisão de Trump sobre Jerusalém pode unir todo o mundo árabe contra os EUA

9/12/2017, Patrick Cockburn, The Independent, Londres


13/10/2016: "UNESCO declara Israel 'potência ocupante' em Jerusalém", Washington Times*


Traduzido pelo Coletivo Vila Vudu


Resistente palestino reage com pedras às granadas de gás disparadas pela polícia de Israel

O presidente Trump e o governo de Israel com certeza previram, mas subestimaram, o "dia de fúria" palestina, com protestos de muçulmanos em todos os cantos do mundo, na sequência do 'reconhecimento' de Jerusalém, pelos EUA, como "capital de Israel" e planos de transferir para lá a embaixada dos EUA. Com certeza entendem que a fúria logo se dissipará, porque aliados dos EUA, como os governantes da Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos e Egito se darão por satisfeitos com breves protestos formais, e os palestinos são fracos demais para qualquer coisa além de manifestações que nada mudam.

sexta-feira, 8 de dezembro de 2017

Trump pagou o que devia aos sionistas - Dá-lhes 'justificativa' para a guerra contra o Irã

6/12/2017, Moon of Alabama


Traduzido pelo Coletivo Vila Vudu




O presidente Trump dos EUA anunciou hoje uma mudança na posição dos EUA em relação à cidade de Jerusalém na Palestina:

O presidente Trump, na 4ª-feira reconheceu formalmente Jerusalém como capital de Israel, pondo abaixo quase 70 anos de política externa dos EUA e dando andamento a um plano para transferir a Embaixada dos EUA de Telavive para a furiosamente disputada Cidade Santa.
"É hora de reconhecer oficialmente Jerusalém como capital de Israel" – disse Trump.

Não é coisa que Trump tenha feito sozinho. Essa posição é há muito tempo apoiada pelos dois partidos no Congresso:

terça-feira, 5 de dezembro de 2017

Relatório de andamento: A guerra EUA-Rússia

1/12/2017, The Saker, Unz Review e The Vineyard of the Saker


Traduzido pelo Coletivo Vila Vudu




Frequentemente me perguntam se EUA e Rússia irão à guerra entre eles. Sempre respondo que já estão em guerra. Não é guerra como a 2ª GM, mas mesmo assim é guerra. Essa guerra, pelo menos por enquanto, é 80% informacional, 15% econômica e 5% cinética. Mas em termos políticos, o resultado para quem for derrotado nessa guerra não será menos dramático, em termos políticos, do que foi, para a Alemanha, o resultado da 2ª GM: o país perdedor não sobreviverá à guerra, não no formato que tem hoje: ou a Rússia voltará a ser colônia dos EUA, ou o Império Anglo-sionista colapsará.

Nos EUA, 'judiciário' ataca o general Flynn

1/12/2017, Robert Parry, Information Clearing House


Traduzido pelo Coletivo Vila Vudu




Michael Flynn participou de um jantar marcando o 10º aniversário da rede RT em Moscou, em dezembro de 2015, sentado na mesma mesa do presidente russo Vladimir Putin e da líder do Partido Verde, Jill Stein.


O que mais perturba nesse caso do tenente-general aposentado Michael Flynn, ex- Conselheiro de Segurança Nacional, empurrado para uma armadilha de perjúrio por juízes 'protetores' do governo Obama, é que havia agentes ativos dentro do Departamento de Justiça, que urdiram um caso nada ortodoxo pelo qual Flynn foi intimado e teve de responder interrogatório no FBI, quatro dias depois de assumir o cargo. Naquele interrogatório, o FBI forçou Flynn a recordar minuciosamente conversas passadas que tivera com o embaixador russo; e das quais os agentes do FBI tinham transcrições verbatim interceptadas pela Agência de Segurança Nacional.

Em outras palavras, o Departamento de Justiça não procurava qualquer informação ou confirmação sobre o que Flynn dissera ao embaixador russo Sergey Kislyak – porque as agências de inteligência já sabiam de tudo que havia para saber. 

Flynn foi colhido num ardil de interrogatório sobre a lembrança precisa que tivesse das conversas, e acusado de mentir ao FBI nos pontos em que as lembranças não coincidissem perfeitamente com as transcrições.

sábado, 2 de dezembro de 2017

As confissões devastadoras do general Flynn: Trump conspirou com Israel (não com Rússia), tentando cumprir promessas de campanha

1/12/2017, Moon of Alabama


Para compreender as INCRÍVEIS semelhanças entre o q aí se lê e a chamada 'Operação Lava-jato' do golpe no Brasil-2017, é preciso aceitar q a CIAtrabalhou nas duas. Também ajuda reler "Contra o(s) Supremo(s) Tribunal(ais)"
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Traduzido pelo Coletivo Vila Vudu



A campanha de "resistência" contra Trump alega que o governo russo teria tentado "influenciar" a eleição nos EUA. Insinua que Trump teria praticado crime de "colusão" [ing. collusion[1]] com os russos, nessas supostas tentativas. Não há prova de nenhuma dessas acusações. O objetivo da campanha é minar o mais possível o governo Trump e impedir que promova melhores relações entre EUA e Rússia.

Foi lançada uma caça às bruxas, na qual o inquérito Mueller, de supostas manipulações que teriam acontecido nas eleições e as audiências públicas no Congresso são usadas para jogar o máximo de sujeira possível sobre o governo Trump, na esperança de que alguma sujeira grude no alvo.

No tempo durante o qual o general aposentado do Exército dos EUA Michael Flynn trabalhou para a campanha de Trump, servia simultaneamente como lobbyista de um rico personagem, próximo do governo turco. Por serviços dessa época, recebeu $600 mil. A campanha de Trump não sabia de nada disso. Flynn também esteve presente à festa de aniversário de Rússia Today em Moscou. Fora contratado como palestrante daquele evento, e a agência que gerencia suas palestras cobrou $40 mil pelo serviço.

Flynn foi demitido do cargo de Conselheiro de Segurança Nacional apenas 24 dias depois da posse de Trump. Porque foi suficientemente idiota a ponto de anunciar que queria reformar a CIA e as demais agências de inteligência. As agências providenciaram para que ele não reformasse coisa alguma.

Flynn foi interrogado pelo FBI em conexão com o inquérito Mueller sobre a suposta influência que os russos teriam tido na campanha eleitoral de 2016. Mentiu ao FBI sobre alguns contatos diplomáticos que tivera por ordens do governo Trump já eleito, mas ainda não empossado. O FBI deu jeito de provar que ele mentira. Nos EUA, mentir ao FBI é crime grave. (Não sei de outro país que tenha lei tão estúpida.) Foi oferecido um acordo a Flynn: ele se declararia culpado de mentir ao FBI e diria o que Mueller queria que ele dissesse, em troca de redução na pena pelo "crime" de mentir ao FBI.

Agora, vejam sobre que questões reais Flynn mentiu:


"O ex-conselheiro de Segurança Nacional Michael Flynn na sexta-feira declarou-se culpado de mentir ao FBI sobre seus contatos com o embaixador russo Sergey Kislyak, e disse à corte e outras autoridades presentes que agia por instruções de altos funcionários da equipe de transição de Trump, naquelas tratativas com o diplomata.


Flynn fez contato em Washington com o veterano diplomata russo. Com certeza sabia que a Agência de Segurança Nacional e a CIA sabiam dos contatos e ouviram tudo que lá se disse. Flynn não tinha motivo algum para supor que aqueles contatos fossem ilegais ou proibidos, pela suficiente razão de que não eram e nunca foram. Equipes de transição sempre fazem exatamente esse tipo de contato, para preparar os próprios projetos políticos.

Flynn fez contato com o embaixador russo para conversar sobre duas diferentes questões:


Numa das conversas que constam dos documentos da corte, os dois homens conversaram sobre uma votação prevista para acontecer no Conselho de Segurança da ONU sobre condenar Israel pela construção de colônias em território palestino ocupado. Naquele momento, o governo Obama preparava-se para permitir que o Conselho de Segurança apreciasse resolução sobre essa questão.
...
Os investigadores do procurador Mueller descobriram, de testemunhas e por documentos, que o Primeiro-ministro Benjamin Netanyahu de Israel pedira que a equipe de transição de Trump fizesse lobby para ajudar Israel, segundo duas pessoas ouvidas no inquérito. Os investigadores souberam que Flynn e o genro de Trump e principal conselheiro Jared Kushner, assumiram a frente desses esforços. Há e-mails no inquérito que mostram Flynn dizendo que trabalharia para acabar com aquela votação, disseram pessoas ouvidas sobre a questão.


Essa votação no Conselho de Segurança aconteceu dia 23/12/2016. O governo de Israel lobbyeou o futuro governo Trump para que influenciasse, a favor de interesses de Israel, uma votação no Conselho de Segurança da ONU. A equipe ainda não empossada de Trump não tinha meios para influenciar o governo Obama, que decidira que os EUA se absteriam de votar. Então a equipe de Trump fez contato com os russos para tentar que eles bloqueassem a votação no CSONU a favor de Israel. Os russos não fizeram o que lhes foi pedido.

A "colusão" aqui aconteceu entre o governo de Israel e a campanha de Trump. Houve "influência" em dois capítulos: uma tentativa bem-sucedida de Israel, para influenciar o governo Trump (ainda em transição, antes da posse); e uma tentativa fracassada do pessoal de Trump, para influenciar a votação no Conselho de Segurança da ONU. Nada disso jamais teve qualquer coisa a ver com 'russos influenciando' eleições nos EUA. 

Agora, quanto à segunda questão:


Na outra discussão, segundo documentos da corte, Mr. Flynn pediu a Mr. Kislyak que Moscou não escalasse a confrontação, como resposta a sanções anunciadas pelo governo Obama naquele dia, contra a Rússia, por causa da suposta 'interferência' na eleição presidencial. E Mr. Kislyak disse a Mr. Flynn que a Rússia "já decidiu moderar sua resposta" – como se lê naqueles documentos.

Dia seguinte, o presidente Vladimir V. Putin da Rússia anunciou que Moscou não retaliaria contra os EUA em reação às sanções.

Mr. elogiou o presidente russo, num postado pelo Twitter: "Grande movimento de Putin" – escreveu Trump. – Eu sempre soube que ele é muito esperto."


Durante toda a campanha eleitoral, Trump sempre pregou melhores relações com a Rússia. Disse que seria mais fácil resolver os problemas globais, se EUA e Rússia cooperassem.

O governo Obama sempre teve atitude em geral hostil contra a Rússia. Obama empurrou essas relações para uma nova guerra fria. Quando Clinton perdeu a eleição e decidiu 'culpar' a Rússia, mesmo sem qualquer prova de coisa alguma, os Democratas ampliaram o movimento beligerante. Como selê no livro 'Shattered' [Destroçado/a, Despedaçada/o], sobre a campanha de Clinton, a decisão de culpar a Rússia pela derrota foi tomada um dia depois da vitória de Trump:


Essa estratégia foi decidida nas 24 horas até o discurso de reconhecer a vitória do adversário. Mook e Podesta reuniram a equipe de comunicação no quartel-general da campanha no Brooklyn para construir o caso pelo qual a eleição não teria sido perfeitamente limpa. Por algumas horas, com contêineres de Shake Shack pela sala, construíram o script que seria impingido à mídia e à opinião pública. Naquele momento a 'interferência' de hackers russos virou peça central de tudo que seria dito sobre a derrota eleitoral dos Democratas.


Ao final de 2016 Obama impôs sanções a autoridades russas, na sequência de acusações de que funcionários russos teriam influenciado a campanha eleitoral nos EUA. Jamais se viu qualquer prova de que essa "influência" foi tentada ou consumada. Obama estava empenhadíssimo, deliberadamente, em piorar o mais que pudesse as relações com a Rússia.

O governo Trump recém iniciado tentou impedir que o dano se alastrasse nas relações entre EUA e Rússia. Para essa finalidade fez contato com o embaixador russo. Foi medida inteligente e bem pensada. Não houve qualquer "colusão" nesse movimento. A "influência" aconteceu claramente a partir da campanha de Trump, na direção dos russos, não o contrário. E nada teve a ver com eleições.

Os/as fanzocas da Clinton parecem felizes com o 'acordo' em que Flynn foi apanhado e discutem hoje, em frenesi, os contatos que teve com o embaixador russo. Mas nada têm a dizer a respeito do fato de que, para que se chegasse àquele 'acordo', cometeram-se vários crimes nefandos. 

Ah! A via lógica pela qual as questões nas quais Flynn mentiu (não importa a razão estúpida pela qual mentiu) provariam que tenha havido alguma "influência russa" sobre as eleições, ou alguma "colusão" entre russos e Trump durante a campanha eleitoral... ultrapassa completamente minha capacidade de compreender.*****



[1] [Pela lei nos EUA] "Collusion não é crime, mas tem um equivalente criminal, a conspiração" (disse o ex-procurador federal Randall Eliason) 30/10/2017, Chicago Tribune [NTs].