domingo, 23 de julho de 2017

Assassinato, Espiões e Armas: Três histórias fascinantes do 'Estado Profundo'

20/7/2017, Moon of Alabama















350 voos "diplomáticos" para transportar armas para terroristas – Trud 

Linhas Aéreas Caminho da Seda, do Azerbaijão, transportaram centenas de toneladas de armas camufladas como material diplomático para Síria, Iraque, Afeganistão, Paquistão, Congo
  • as armas e munição são quase sempre do leste da Europa (Bulgária, Sérvia, Croácia, Ucrânia) (...);
  • os contratos são feitos com as próprias empresas norte-americanas alugadas à CIA e/ou ao Pentágono e também com companhias sauditas e israelenses;
  • os materiais são descarregados em "paradas (não previstas) para reabastecimento", o que permite acobertar o destinatário real das cargas.

Com muitos, muitos detalhes, de e-mails já obtidos.

Dez mil toneladas de armas e munição para a al-Qaeda e outros Takfiris na Síria também vieram primeiro da Líbia por navio, depois em 
pelo menos 160 voos de grandes aviões cargueiros via Arábia Saudita e Qatar para a Turquia, e durante os últimos anos por vários navios contratados pelos EUA a maioria dos quais de países do leste europeu.

Macron demite o general: "crise sem precedentes" - Supremo Comando ou Erro Supremo?

21/7/2017, [autor convidado anônimo], UltimaRatio*













Depois da recente demissão do general de Villiers [comandante do Estado-maior das Forças Armadas da França], um especialista em questões de defesa quis se manifestar por esse blog. Por razões de confidencialidade, aceitamos preservar seu anonimato.

A crise político-militar sem precedentes que se desenrola ante nossos olhos espantados convida o leitor atento desse blog Ultima ratio a novamente mergulhar na teoria clássica das relações entre civis e militares. O objetivo desse postado é nos afastar um pouco dos comentários 'jornalísticos' e partilhar com o grande público nossa análise, à luz daquelas teorias.

sábado, 22 de julho de 2017

Do 'domínio do fato' à 'propriedade de fato' - Considerações sobre a sentença condenatória no caso do ex-presidente Lula

20/7/2017, Egas Moniz-Bandeira,* Carta Maior







Alguns pontos polêmicos da sentença do juiz Moro:

Sobre a instituição da delação. "Quanto à delação premiada, a sentença declara: 'Quem, em geral, vem criticando a colaboração premiada é, aparentemente, favorável à regra do silêncio, a omertà das organizações criminosas, isso sim reprovável. ' (p. 47). 

Ora, de lege facta, a colaboração premiada foi permitida pela Lei n. 12.850, de 02 de agosto de 2013. Mas a frase do juiz Moro não cabe na sentença e chega a ser ofensiva contra muitos juristas de sólida reputação que criticam a colaboração premiada

Os sistemas jurídicos continentais, em geral, preveem a possibilidade de levar em consideração em sentença penal a conduta do réu após cometer o crime. Mas o que é alheio aos sistemas de Direito continental é o poder de se negociar a pena de antemão, inclusive por colaboração premiada

O império da destruição, por Tom Engelhardt

21.07.2017, Tom Engelhardt - Information Clearing House



Guerra de precisão? Não me faça rir













Você lembra. Supostamente, era para ser uma guerra estilo (norte)americano do século 21: precisa além da imaginação; bombas inteligentes; drones capazes de buscar um ser humano individual cuidadosamente identificado em qualquer lugar do planeta; operações especiais desfechadas de forma tão precisa que deveriam representar um triunfo da moderna ciência militar. Tudo devidamente “cibernetizado”. Era para ser uma espécie de sonho de destruição limitada combinada com poder ilimitado e sucesso idem. Na realidade, tudo se provou um pesadelo de primeira ordem.

Se você quer sintetizar em uma palavra a máquina de guerra dos Estados Unidos na última década e meia, a palavra que vem imediatamente à mente é: “escombros”. Trata-se de um termo dolorosamente apto desde 11 de setembro de 2001. Para apanhar a essência das guerras dos EUA neste século, duas palavras podem ser úteis: ruínas e arruinar. Vou explicar o que significam.

E vem aí o Grande Colapso dos EUA



"Para mim, vendo as coisas pelas lentes da história, é cada vez mais parecido com Frenesi de Caça às Bruxas de Salem que encontra a Revolução Francesa, com um borrifo de confusão quântica por cima."











Se se consideram os tropeços e solavancos de seu meio ano como presidente (tosse de ironia), Donald Trump parece ter mais vidas que o Gato de Schrödinger. Ou, talvez, só pareça ter. Ou, talvez, absolutamente nem esteja lá (como o noticiário da mídia-empresa, hoje em dia, sempre criando eventos que no máximo aconteceram só parcialmente). Trump talvez apenas represente uma probabilidade cômica num número infinito de universos de probabilidades umas cômicas, umas trágicas. Começo a entender por que o pessoal em Hollywood está tendo chiliques por causa do chefe do Executivo: não é possível roteirizar o feladaputa; é como deixar os Três Patetas por conta deles num estúdio de som, para refazerem "E o Vento Levou".

sexta-feira, 21 de julho de 2017

Pepe Escobar: Golpe na Casa de Saud?

20/7/2017, Pepe Escobar, Asia Times











O que já era segredo escancarado em todo o mundo árabe, já não é segredo sequer nos EUA: o que houve mês passado no recesso mais profundo da Casa de Saud, com a ascensão do Príncipe Coroado Mohammad bin Salman, codinome MBS, foi, sim, um golpe branco.


Há quase um mês, como já comentei, alta fonte no Oriente Médio, próxima da Casa de Saud disse-me: "A CIA está muito insatisfeita com a demissão do [ex-príncipe coroado] Mohammad bin Nayef. Mohammad bin Salman é visto como patrocinador de terroristas. Em abril de 2014 todas as famílias reais dos Emirados Árabes Unidos e da Arábia Saudita estiveram à beira de serem derrubadas pelos EUA, por causa do terrorismo. Fez-se então um acordo, pelo qual Nayef assumiria o Reino, para pôr fim ao terrorismo."

quinta-feira, 20 de julho de 2017

O Rei Sol e o Amigo Americano, por Pepe Escobar

17/7/2017, Pepe Escobar, Asia Times














Mas e o que Donald Trump e o presidente francês Emmanuel Macron realmente conversaram durante aquela efusiva cena francesa 'dos rapazes'? Sendo a França, comecemos pelo que realmente conta: a gastronomia.

Sim, aquele jantar no restaurante Jules Verne de preços absurdamente caros de Alain Ducasse na Tour Eiffel. Ótima mesa junto à janela, com bela vista. Só os grandes, com esposas, Melania e Brigitte. Os Macrons são falantes fluentes de inglês. Nenhum vazamento escapou do Palácio Eliseu.

O restaurante é parte do império de Ducasse em expansão, gerenciado pelo empresário Xavier Alberti, casado com Audrey Bourolleau, que por acaso é conselheira de agricultura do presidente Macron.

Assim sendo, fica tudo em família. E a família expandida dos Macron é praticamente um quem-é-quem francês. Prevalece um grave equívoco, especialmente nos EUA, de que Macron seria outsider, lobo solitário anti-establishment. Nada mais longe da verdade.